PE| Governadora Raquel Lyra: O marketing emocional e a política do paliativo

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A governadora Raquel Lyra transformou o programa Mães de Pernambuco em um espetáculo midiático digno de novela. Com direito a música melancólica e forte campanha nas redes sociais, a entrega de R$ 300 mensais às mães pobres foi apresentada como se fosse a grande revolução social do Estado. Mas convenhamos: o que se faz com R$ 300 em um país onde o custo de vida corrói qualquer salário?

  • Marketing emocional A estratégia foi clara — emocionar. O brasileiro, carente de afeto e esperança, se sensibiliza facilmente diante de imagens de mães chorando ao receber o benefício. É uma narrativa poderosa, mas que esconde a fragilidade da política pública.
  • Valor irrisório: Três centenas de reais não mudam estruturas, não garantem futuro, não emancipam famílias. No máximo, aliviam temporariamente a fome e a angústia. É paliativo, não transformação.
  • Campanha eleitoral disfarçada: Em ano de busca pela reeleição, a governadora aposta na propaganda forte e bem produzida. O programa vira vitrine política, mais útil para conquistar votos do que para enfrentar a desigualdade estrutural que sufoca Pernambuco.
  • Demagogia institucionalizada: Ao invés de investir em políticas de longo prazo — educação, geração de emprego, saúde de qualidade — o governo prefere o caminho fácil da transferência mínima de renda, embalado em marketing emocional.

O Mães de Pernambuco pode até ser vendido como “mudança de verdade”, mas na prática é apenas mudança de cenário: uma encenação que emociona, rende curtidas e votos, mas não altera a dura realidade das famílias pobres. O povo merece mais do que lágrimas embaladas em música triste; merece políticas que mexem com estruturas, não apenas com emoções.

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